Posted by Ricardo
Mon, 12 Nov 2007 21:12:00 GMT
Primeiramente, peço desculpas pela falta de atualizações aqui neste espaço. Até julho estive muito ocupado com meu casamento
, e depois teve a lua-de-mel, em setembro. Vou aproveitar esta volta às postagens para contar como foi toda essa organização da cerimônia/festa de casamento com relação ao dinheiro.
Primeiro de tudo, você deve fazer um orçamento geral. Primeiro defina qual o estilo do seu casamento: um casamento ao ar livre precisa de coisas diferentes de um casamento em salão de festas, por exemplo. Veja também se o seu casamento será econômico ou mais luxuoso. Um bom livro que pode ajudar a escolher qual seu estilo é o “Casamento dos Sonhos”, do Marcos Silvestre. Lá também tem algumas tabelas e valores que podem ajudar você a definir seu orçamento.
Feito o orçamento, é hora de procurar as empresas e fazer uma cotação de preços, de acordo com o estilo que você definiu lá no orçamento. Leve tudo em consideração, não somente o preço ou a qualidade do serviço. É aí que chega a hora crucial: a negociação
.
Inicialmente, é óbvio que eles vão oferecer um preço razoavelmente alto pelo serviço contratado. É normal. E é por isso que você tem que tentar abaixar o preço o quanto você conseguir. Se eles forem irredutíveis, é porque eles não querem fazer o serviço para você, ou o farão com baixa qualidade. O que nós fizemos no nosso casamento foi o seguinte:
- escutar o valor inicial
- retirar alguns itens não essenciais do serviço
- negociar formas de pagamento
- negociar o preço à vista
Sim, pagamos praticamente tudo à vista, a não ser quando o vendedor, após dar o preço à vista, ainda ofereceu para parcelar em duas ou três vezes o preço à vista. Funcionou toda vez, e conseguimos ótimos descontos. Obviamente, você terá que ter o dinheiro disponível para pagar à vista, não entre na armadilha do cheque especial! Vale a pena esperar mais um pouco para casar do que ter que começar o casamento já afundado em dívidas.
Bom, você terá que ter uma certa habilidade em negociação para “pechinchar” tudo isso. Mas o mais importante é saber como lidar quando eles lançam mão do parcelamento (“dividimos em 12 vezes, tudo para depois do casamento”). Antes de ficar extremamente tentado com isso, lembre-se dos juros embutidos em qualquer parcelamento, e de que tudo pago à vista deve ter desconto. E também lembre-se que se você parcelar todos os itens, vai se difícil controlar o valor do que tem que pagar todo mês. Como o Marcos Silvestre disse no livro: se o vendedor falar ‘mas casamento é uma vez só na vida’, responda ‘sim, mas não quero passar o resto da vida pagando por ele’.
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Posted by Ricardo
Thu, 17 May 2007 16:32:00 GMT
O Augusto Campos, do efetividade.net elaborou uma excelente lista de técnicas que supermercados, lojas e shoppings usam para você comprar (e, naturalmente, gastar) mais. Destaque para:
- Os itens mais comprados por impulso estão na fila do caixa: Todo consumidor passa longos minutos de tédio na fila para pagar, e a loja tenta garantir que ele tenha um bom suprimento de produtos pequenos e com alta margem de lucro ao seu redor: DVDs, revistas, chocolates selecionados (e sempre em embalagem individual), e até mesmo refrigerantes gelados, com forte apelo de consumo para quem passou uma hora arrastando um carrinho por uma área do tamanho de um estádio de futebol.
Já reparou nos grandes hipermercados o comprimento da fila dos caixas de até 10 (ou 20) volumes? Tem tanta coisa lá pra pegar, que se demorar muito você nem pode estar mais naquela fila.
Confira a lista completa
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Posted by Ricardo
Mon, 14 May 2007 23:19:00 GMT
Atualmente, o jeito mais fácil de você investir em renda fixa é aplicar em um fundo de ações de seu banco. Porém, não vivemos mais um cenário de juros altíssimos. Portanto, os ganhos nos fundos de renda fixa já estão perdendo até para poupança. A culpa disso é das taxas de administração dos fundos, que podem chegar a incríveis 5% ao ano sobre o seu patrimônio. Para você que não aguenta mais ver o seu rendimento ser consumido pelas altas taxas de administração, vale a pena conhecer uma outra forma de aplicar em renda fixa, e que vai custar menos para o seu bolso: o Tesouro Direto.
O que é o Tesouro Direto?
É um programa de compra e venda de títulos públicos do Governo Federal para pessoas físicas.
O que são títulos públicos?
Os títulos públicos são ativos de renda fixa que possuem a finalidade primordial de captar recursos para o financiamento da dívida pública, bem como para financiar atividades do Governo Federal, como educação, saúde e infra-estrutura. Ou seja, são papéis emitidos pelo Governo Federal, para financiar suas atividades. É como se você fizesse um empréstimo para o Governo e recebesse de volta, com juros.
Quais as vantagens do Tesouro Direto?
A primeira é a razão do primeiro parágrafo: como quem administra a sua carteira é você mesmo, então você não paga taxa de administração. O risco também é baixo, você só não recebe se o Governo der o calote. Além disso, você mesmo tem o poder de decisão do que estará na sua carteira de investimentos. E você pode começar a investir com apenas R$100,00.
O que eu preciso para começar a investir?
Primeiro, você precisa de uma corretora de valores (é o chamado Agente de Custódia). É ela que vai conseguir junto ao Tesouro Nacional a autorização para você comprar e vender títulos públicos pela Internet. Você pode encontrar uma lista das corretoras autorizadas aqui.
Quais os custos envolvidos?
Você tem que pagar apenas uma taxa de custódia para a CBLC e para a sua corretora, além do Imposto de Renda, que depende da data de vencimento do título. Mas essa taxa de custódia é bem baixa (0,40% ao ano para a CBLC, a taxa da corretora varia).
O que acontece quando vence o título?
Na data de vencimento, o valor atual do título é depositado na sua corretora. Daí você pode transferir para a sua conta corrente. Você também pode vender o título antes do seu vencimento. O Tesouro Nacional realiza recompra de títulos toda semana.
Fonte: Tesouro Nacional
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Posted by Ricardo
Fri, 09 Feb 2007 21:16:00 GMT
Saiu no Infomoney um artigo muito bom sobre o Cheque Especial.
O erro mais comum cometido por boa parte dos correntistas é incorporar o dinheiro do cheque especial, que deveria ficar disponível na conta para ser usado apenas em casos de emergência, à renda mensal.
Quando se dão conta, as pessoas já viraram escravas daquele crédito, uma vez que não conseguem mais passar o mês sem usar o dinheiro, seja para pagar contas, seja para cobrir cheques ou para o uso no dia-a-dia.
Confira o artigo na íntegra
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Posted by Ricardo
Mon, 22 Jan 2007 16:02:00 GMT
Você já sabe o que é taxa de juros, certo? Não? Leia meu post sobre Copom e Taxa Selic. Ainda em dúvida? Bom, imagine os juros como uma espécie de aluguel que você paga por ter emprestado dinheiro de algum lugar (banco, cartão de crédito, financeira, agiota). Analogamente (gente que fez Matemática adora essa palavra), se você aplica seu dinheiro em algum lugar (fundo, título público, até mesmo poupança), você recebe um aluguel por ter deixado seu dinheiro lá.
Então, o que você acha melhor? Pagar juros ou receber juros? Bom,
obviamente os juros que você recebe são bem menores que os juros que você
paga. Mais um motivo para deixar de pagar, não? E o único jeito de
deixar de pagar juros é livrar-se de dívidas e financiamentos. De
preferência sempre pague à vista, você ainda pode levar um bom
desconto.
Ah, sim, não posso deixar de mencionar os juros compostos. À medida
que o tempo passa, os juros ficam cada vez maiores, pois a fórmula
dos juros praticada em quase todas as operações financeiras é a seguinte:
J = C·(1+i)n
Ou seja, cresce exponencialmente (se você dormia nas aulas de Matemática tente aprender novamente, é importantíssimo para sua
alfabetização financeira). Tanto o que você paga quanto o que você
recebe.
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